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ITCMD: por que declarar o valor correto evita multas, atrasos e riscos fiscais

  • Foto do escritor: Juliana Bianchi
    Juliana Bianchi
  • 1 de set. de 2023
  • 3 min de leitura

Atualizado: 27 de jan.

Neste artigo, você vai entender:



No planejamento sucessório e nas doações, o ITCMD (também chamado de ITD em alguns estados) aparece como uma etapa obrigatória. Por ser um imposto estadual cobrado na transmissão por herança ou doação, a declaração do valor do bem é um ponto sensível: quando o valor é informado abaixo do que o fisco entende como “valor de mercado”, o processo pode ficar mais caro e mais difícil.


A seguir, explico de forma objetiva por que declarar o valor correto é uma decisão prática, não apenas “formal”.


1. O que é ITCMD e por que a declaração de valor importa


O ITCMD incide sobre a transmissão causa mortis e doação. Em geral, a base de cálculo é vinculada ao valor do bem na data da transmissão, segundo regras do estado.


Na prática, a declaração de valor importa porque ela influencia:


  • o imposto a recolher

  • a chance de exigências e fiscalização

  • o tempo de conclusão do inventário ou da formalização da doação


2. Risco 1: multa, juros e cobrança de diferença do imposto


Quando a fiscalização entende que o ITCMD foi pago “a menor” ou não foi pago corretamente, pode haver cobrança da diferença, além de multa, juros e acréscimos conforme a legislação estadual e o procedimento adotado.


Isso costuma gerar dois problemas ao mesmo tempo: aumento do custo e atraso na regularização.


3. Risco 2: atrasos e conflitos no inventário e na partilha


A divergência de valores pode gerar exigências administrativas e disputas entre herdeiros, especialmente quando um bem relevante (como um imóvel) é declarado por valor significativamente inferior.


Na prática, isso costuma aparecer como:


  • questionamentos sobre avaliação

  • pedidos de reavaliação

  • desgaste familiar e demora para concluir partilha


4. Risco 3: impacto no ganho de capital quando o bem for vendido


Outro efeito pouco lembrado é o reflexo futuro na venda do bem. Ao vender um imóvel, pode haver incidência de imposto sobre ganho de capital, com alíquotas progressivas que, segundo a Receita Federal, começam em 15% e podem chegar a 22,5%, conforme o valor do ganho.


Se o bem foi declarado no ITCMD por um valor artificialmente baixo e, anos depois, é vendido pelo valor real de mercado, a diferença pode aumentar o ganho de capital “no papel” e elevar o imposto devido, dependendo do caso concreto.


5. Quando a avaliação técnica faz diferença


Em bens como imóveis, veículos e outros ativos, uma avaliação consistente ajuda a sustentar a declaração e reduzir risco de exigências. Isso não significa “chutar para cima”, e sim declarar com critério e documentação coerente com o patrimônio transmitido.


6. Conclusão e contato


Declarar o valor correto no ITCMD é uma medida de prevenção: reduz risco de multa e cobrança de diferença, diminui chance de atraso no inventário e evita efeitos tributários indesejados quando o bem for vendido.


No Juliana Bianchi Advocacia e Consultoria Jurídica, cada caso é analisado de forma individualizada, com atenção ao patrimônio, à documentação e às regras do ITCMD aplicáveis ao estado, sempre buscando uma condução segura e tecnicamente adequada.


Se você tem dúvidas sobre ITCMD em herança ou doação e quer organizar a declaração com clareza e responsabilidade, estamos à disposição para orientar os próximos passos.



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