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Usucapião é caro? O que as pessoas realmente estão chamando de “custo”

  • Foto do escritor: Juliana Bianchi
    Juliana Bianchi
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

“Usucapião é caro?”


Essa pergunta aparece o tempo todo em regularização de imóvel. E, na maioria das vezes, quando alguém diz “é caro”, não está falando de uma coisa só.


Está falando de um conjunto de etapas que podem variar muito conforme o caso.


A boa notícia é que dá para enxergar isso com mais clareza e reduzir desperdício. Não com mágica. Com método.


O que entra no “custo” de uma usucapião


Na prática, o “caro” costuma ser uma mistura de itens como:

  • taxas e despesas de cartório, quando a via for extrajudicial

  • custos com documentação, certidões e levantamentos

  • planta e memorial descritivo, quando necessários

  • diligências e ajustes técnicos ao longo do caminho

  • honorários profissionais e,

  • na via judicial, custas do processo e despesas de produção de prova


Ou seja: não existe “um preço”. Existe um conjunto de etapas.


E é justamente isso que gera insegurança, porque muita gente não sabe:

  • o que é indispensável

  • o que depende do caso

  • e o que poderia ser evitado com planejamento


O custo que mais pesa costuma ser outro: retrabalho


Em muitos atendimentos, o que encarece a regularização não é a usucapião em si.


É o caminho feito sem direção, que gera retrabalho.


Isso aparece quando a pessoa:

junta documentos aleatórios sem saber o que será exigidopaga por etapas que não servem para a via adequadatenta “forçar” um procedimento em cartório quando há conflito ou lacunas estruturaisentra com ação sem estratégia de prova e precisa reconstruir tudo com o processo andando


No fim, o custo vira uma soma de tempo, desgaste e dinheiro em duplicidade.


Quando a usucapião pode evitar prejuízos maiores


Aqui existe um ponto que nem sempre aparece na primeira conta.


Regularizar um imóvel pode destravar possibilidades e reduzir riscos práticos, como:

dificuldade de vender com segurança

dificuldade de transferir para filhos ou herdeiros

entraves em inventário

risco de disputa futura por falta de formalização

perda de oportunidades por falta de matrícula regular

insegurança para investir ou melhorar o imóvel


Não é sobre prometer ganho.


É sobre tirar uma situação frágil do improviso e levar para um cenário juridicamente mais estável, quando o caso permite.


Uma forma mais justa de pensar em custo


Em vez de perguntar só “quanto custa fazer usucapião?”, às vezes vale trocar por:


“Quanto custa ficar como está?”


Ficar como está, em muitos casos, significa:

  • deixar para resolver só quando vira urgência

  • ter menos poder de negociação numa venda

  • ficar travado em inventário ou partilha

  • abrir espaço para conflito quando a história do imóvel é contestada


Não é para assustar. É para comparar cenários com mais honestidade.


O que ajuda a reduzir desperdício desde o início


Sem fórmula pronta, mas com método, o que costuma organizar custos é:

  • mapear o histórico do imóvel

  • entender se há risco de oposição

  • definir a modalidade adequada

  • organizar provas da posse com lógica (tempo, continuidade, comportamento de dono)

  • escolher a via compatível com o cenário (cartório ou judicial)


Quando o caminho é definido com critério, você para de gastar energia em etapas soltas.


Conclusão orientativa


Sim, a usucapião pode ter custos relevantes, porque é um procedimento sério de regularização.


Mas “ser caro” não deveria ser decidido no escuro.


O que costuma pesar mais não é um processo bem planejado.


É a falta de direção, que gera retrabalho e frustração.


Se você está avaliando regularizar um imóvel e quer entender quais custos fazem sentido no seu caso, um começo realista costuma ser organizar o histórico do imóvel e as provas de posse, para definir a estratégia certa desde o início.

 
 
 

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©2024 por Juliana Bianchi Advocacia e Consultoria.

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