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  • Foto do escritorJuliana Bianchi

Por que o inventário é obrigatório: guia completo.

Neste texto você encontrará:



Lidar com a questão do inventário de óbito pode ser um desafio emocional, mas é um processo legal necessário. Seja você um familiar lidando com questões legais após a perda de um ente querido, ou alguém que busca entender a importância do inventário em vida, este guia completo irá esclarecer todas as suas dúvidas. O inventário pode ser uma tarefa delicada, mas compreender por que é obrigatório pode simplificar o processo.


 

O que é o inventário?


O inventário é o processo que acontece após o falecimento de uma pessoa, em um prazo de até   dias com objetivo de formalizar a partilha detalhando de todos os bens, propriedades e eventuais dívidas deixadas pelo falecido.


Este processo é essencial para determinar a distribuição justa dos ativos do falecido entre os herdeiros e credores. Além disso, o inventário também desempenha um papel crucial na liquidação de dívidas e no cumprimento das disposições testamentárias, no caso dos inventários com testamentos.


Os inventários podem ser realizados no Cartório de Notas ou na Justiça e, os requisitos legais específicos irão variam de acordo com a jurisdição.

 

 

Qual a importância de um inventário?


A importância do inventário após o falecimento vai além da mera documentação. Este processo é fundamental para garantir que a distribuição de bens seja conduzida de maneira justa e legal.


Além disso, o inventário fornece clareza e transparência, ajudando a evitar disputas e litígios entre os herdeiros.


Ao criar um inventário completo, os herdeiros e beneficiários podem ter a certeza de que seus direitos são protegidos e que a distribuição dos ativos é feita de acordo com as disposições legais.


Em última análise, o inventário desempenha um papel crucial na garantia de que o patrimônio do falecido seja distribuído de maneira justa e equitativa, bem como que as dívidas do falecido serão quitadas e os credores receberão os valores que lhes eram devidos.

 

 


Quando é obrigatório fazer inventário?


O inventário é obrigatório, especialmente, quando o falecido deixa bens e propriedades a serem distribuídos entre os herdeiros. Além disso, a necessidade de inventário também pode ser determinada pelo valor e tipo de ativos deixados pelo falecido, bem como pelas leis locais e estaduais que regem a sucessão e a partilha de bens.


Em geral, se o falecido possuía propriedades imobiliárias, investimentos significativos, contas bancárias ou outros ativos substanciais, é provável que seja necessário realizar um inventário. Da mesma forma, se houver dívidas a serem liquidadas o inventário também se torna obrigatório.

 

Como abrir um inventário?


A abertura de um processo de inventário requer a presença de um advogado e deve ser feito na justiça ou de forma extrajudicial em um Cartório de Notas e, requer cuidado para garantir que todos os ativos e passivos do falecido sejam devidamente documentados.


O primeiro passo é reunir toda a documentação relevante. Isso pode incluir, mas não se limita a:


  1. Lista detalhada de propriedades imobiliárias, incluindo endereços, descrições e valores de mercado.

  2. Inventário de investimentos, incluindo ações, títulos, fundos mútuos e outros ativos financeiros.

  3. Documentação de contas bancárias, incluindo saldos e informações de conta.

  4. Avaliação de veículos, embarcações ou outros bens de valor significativo.

  5. Lista de bens pessoais, como joias, antiguidades, obras de arte e outros itens de valor sentimental ou financeiro.

  6. Documentação de dívidas, empréstimos pendentes e outras obrigações financeiras.

  7. Documentação pessoal do falecido como RG, CPF, certidão de nascimento ou casamento e certidão de óbito;

  8. Documentação pessoal de seus herdeiros ou sucessores.

Uma vez que a documentação tenha sido compilada, é essencial avaliar os ativos do falecido de forma precisa e justa. Isso pode envolver a contratação de um avaliador profissional para determinar o valor de propriedades, investimentos e outros bens.


Além disso, é importante listar todas as dívidas e obrigações financeiras do falecido, garantindo que nada seja omitido no inventário.

 

Conceitos errôneos comuns sobre o inventário


Há vários mitos disseminados sobre os inventários, sendo um dos mais difundidos a falsa ideia de que apenas grandes propriedades ou fortunas demandam esse processo. Na verdade, qualquer pessoa que possua um bem, seja ele móvel ou imóvel, está sujeita à necessidade de um inventário.


Outro equívoco comum é a percepção de que o inventário é excessivamente dispendioso, consumindo uma parcela significativa do patrimônio deixado pelo falecido.


Embora existam custos associados, como honorários advocatícios e taxas judiciais, esses gastos podem ser moderados e proporcionais ao tamanho do patrimônio, especialmente quando o processo é conduzido de maneira eficiente.


Além disso, muitas pessoas equivocadamente acreditam que o inventário é um procedimento demorado e complexo. Embora o processo possa demandar algum tempo, é possível simplificá-lo e agilizá-lo com a orientação adequada.

Um outro mito comum é a ideia de que se pode evitar o inventário transferindo os bens para terceiros ainda em vida.


Contudo, essa prática pode acarretar consequências negativas, como a descaracterização da vontade do falecido e até

mesmo a configuração de doações inoficiosas, que podem ser contestadas pelos herdeiros legítimos.


 


Conclusão e contato

O inventário não é apenas um processo legal obrigatório, mas também um instrumento crucial para garantir a correta transferência de bens e propriedades após o falecimento de uma pessoa. Ao formalizar a partilha dos ativos do falecido entre os herdeiros e credores, o inventário fornece clareza e transparência, ajudando a evitar disputas e litígios.


Além disso, é importante destacar que o inventário tem o poder de alterar o registro da matrícula, transferindo a propriedade dos bens para os herdeiros e sucessores do falecido. Isso significa que os herdeiros poderão dispor livremente de seus bens, seguindo as disposições legais estabelecidas durante o inventário.

Portanto, embora lidar com a questão do inventário possa ser emocionalmente desafiador, compreender sua importância e os procedimentos envolvidos pode simplificar o processo.


Se você está enfrentando a necessidade de realizar um inventário após o falecimento de um ente querido ou deseja se preparar para o futuro, não hesite em buscar orientação profissional.


Nossa equipe de especialistas está aqui para fornecer o suporte necessário e orientá-lo em cada etapa do processo. Permita-nos aliviar suas preocupações e garantir que a transição dos bens seja feita com a máxima eficiência e respeito. Basta clicar no botão abaixo!




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